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 LÂMINA
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O IDEAL
O ideal
de uma criatura, o seu objetivo na vida, é como uma flor
muito perfeita, perfeita demais,
colocada em um vaso perfeito, perfeito demais. Assim, o ideal
nunca é atingido, pois logo que a criatura o alcança
verifica que há uma gradação mais alta,
mais sutil, na qual ele se condensa como nova meta a ser perseguida.
Então, por ser o ideal verdadeiramente inatingível,
a criatura morre, deixa de existir em um determinado plano,
para existir em outro, onde tudo recomeça. Esta é
a razão da finitude dos seres.

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