NOVUS ORDO SECLORUM


A Faca Ritualística
(Uma História Real)
(Exposição enfocando a Vibraturgia)


Emblema Sagrado dos Illuminati Svmmvm Bonvm
  pelo S+B Illuminatus Frater Velado (*)
Irmão Leigo da Ordem Rosacruz
Iniciado do 7º Grau do Faraó

SGM de Illuminates Of Kemet

 

 

 “Pensa, Cria, Colhe”

 

 

Ilustração: Flash "The Athame" de autoria do
Frater Velado. Visite
Digital-Matrix R+C
Background sound: Kali Mantra

“A Vida é Eterna. As criaturas são transitórias”.
Mestre Apis
Hierofante da Ordo Svmmvm Bonvm

Dedico esta história ao meu grande amigo
Ivan Antunes Júnior de Omolu.

ERTA FEITA, indo visitar uma retrospectiva de Henry Moore no Paço Imperial, decidi dar uma olhada na feira de antiguidades da Praça XV e me detive em uma banca de militaria, na qual estavam expostos à venda desde todo tipo de canivetes, sabres e facões até baionetas de Mauser, capacetes e condecorações. Chamou-me a atenção um canivete  Wrangler, todo em metal, e pensei até mesmo em adquiri-lo, devido à sua praticidade e por ser muito compacto, incluindo um eficiente saca-rolha, algo interessante para se ter sempre à mão na hora de abrir um bom vinho. Perguntei ao vendedor, um homem grisalho, com sotaque francês, qual o preço, e ele me informou que tal peça estava por 50 reais. Resolvi, então, pegá-la e examiná-la melhor, já pensando realmente em compra-la. Acontece que quando coloquei o canivete na palma da mão uma estranha sensação me percorreu - e eu não a achei nada boa. Depositei novamente a peça na banca e, discretamente, mantive a palma da mão sobre ela, para "ler" melhor suas vibrações. Não me considero um expert em Vibraturgia, o ramo da Ciência Esotérica que estuda e analisa o comportamento das vibrações e sua relação com os seres e seus objetos, inclusive examinando a possibilidade de aqueles impregnarem este de maneira praticamente indelével. Nunca estudei especificamente essa matéria, da qual os ensinamentos Rosacruzes da minha formação R+C falam por alto, deixando aos estudantes a opção de se aprofundarem neles por conta própria. Contudo, durante os oito anos que passei recluso ao Eremitério São Miguel Arcanjo, tive oportunidade de tomar contato com a Vibraturgia de maneira prática e casualmente, ao usar certos objetos e até mesmo ao manter certos entendimentos com uma planta que até hoje vive comigo e que é bem inteligente, ao mesmo tempo em que é muito reservada e arisca. Também nunca procurei ler nada sobre Vibraturgia - ou sobre qualquer matéria de cunho esotérico - por duas razões muito simples: primeiro, por absoluta falta tempo, mesmo porque eu teria de optar entre ler e escrever; e, segundo, porque pessoalmente considero que o primeiro passo para alguém poder produzir algum escrito que inove e sirva para alguma coisa em termos individuais e coletivos  é abster-se de ler e de trocar idéias com alguém, precisamente para não acumular conceitos que viriam a se manifestar como compilações. Nesse particular vale dizer que exatamente para isso que serve a alguém tornar-se eremita. Bem, concluída essa aposição ao tema central deste texto devo explicar que não entrarei em detalhes sobre o que "vi" mentalmente ao "ler" o canivete, porque não desejo exercer qualquer tipo de influência sobre compradores de antiguidades, pois não desejo prejudicar e nem favorecer transações comerciais que não me dizem respeito.

 

Retornando da retrospectiva, aliás, muito bem montada, que mostra, inclusive o método-base utilizado por Henry Moore para produzir as obras que lhe deram o título mais que merecido de um dos maiores escultores modernos do mundo, senão o maior, por sua coerência, sinceridade, engajamento e perseverança ao longo de toda uma vida totalmente dedicada a essa difícil arte, passei na loja comercial de um amigo meu que é grandemente interessado em militaria, sendo colecionador. Ocorreu, então, uma grande coincidência. Quando eu lhe disse "Lembrei-me de você hoje; passei na feira de antiguidades da Praça XV e vi muita militaria por lá", ele me respondeu, contando um caso, sem que eu tivesse sequer tocado no incidente do canivete:

 

- Conheço muito essa feira e já a freqüentei assiduamente. Há muitas facas, espadas, baionetas e canivetes por lá e adoro essas peças, como colecionador. Uma vez, há algum tempo, ocorreu-me um episódio incrível, do qual jamais me esquecerei! Estava eu olhando a banca de armas brancas antigas quando me chamou a atenção uma mais do que estranha adaga, muito antiga, que tinha na lâmina, de fino aço de Toledo, uma data da Idade Média gravada, não me lembro bem se 1688 ou 1568, só sei que era uma coisa assim...Imediatamente, devido aos meus conhecimentos especializados na área de armas brancas antigas, constatei que seu cabo era feito de uma tíbia humana. Nesse cabo havia um orifício tampado por algo vermelho, solidificado, e essa faca tinha decorações mágicas artísticas, muito bem feitas - e uma delas era um grande pentagrama. Resolvi empunha-la, para melhor avaliar seu valor como peça antiga. Ocorre que mal a empunhei um terrível calafrio percorreu minha espinha e fiquei completamente gelado, com o corpo todo arrepiado. Senti - e constatei - que eu estava segurando nada mais nada menos que uma autêntica e terrível faca de Missa Negra, a conhecida cerimônia de certos ritos satânicos que podem incluir sacrifícios humanos. Não sei dizer como, mas tive a sensação inequívoca de que aquela adaga já havia tirado vidas humanas. Nesse momento o vendedor, com sotaque francês, me disse: "Aproveite e leve logo, que está muito barato! É uma peça autentica, original... e muito rara...". Eu respondi que agradecia a gentileza dele em me informar, mas que não estava interessado na compra. Apenas examinara a peça por simples curiosidade.

 

Permitam-me os caros leitores, farei aqui uma pausa no relato do meu amigo colecionador, para informar que os meus estudos próprios sobre Vibraturgia vieram a ser incorporados a alguns métodos desenvolvidos pela Organização Svmmvm Bonvm, destinados à conceituação da Novus Ordo Seclorum e cujos propósitos são a implementação de um tipo de consciência individual voltada para o global, ou seja: a consideração, interpretação e experienciação do modus vivendi regional dentro de cada nacionalidade sob uma ótica e enfoque inteiramente novos, baseados na interdependência entre as nações. Nesse novo tipo de consciência, que considera a Terra como um todo perfeitamente inter-relacionado, os objetos de uso pessoal e muitos bens duráveis capazes de serem intercambiados entre indivíduos e entre países representam veículos de transporte de vibrações que propiciam uma espécie de miscigenação vibratória, que certamente irá resultar em um produto final: o conceito de interdependência como parâmetro para nortear a sociedade industrializada e o próprio comportamento das massas dentro de cada etnia, sem prejuízo da realidade cultural de cada uma. Nesse contexto, um simples canivete, um mero alfinete, assumem importância não só metafísica, mas verdadeiramente política. Talvez seja unicamente devido a esse aspecto que me decidi a escrever esse texto, relatando o espisódio da Faca Ritualística. E estou certo que místicos e ocultistas realmente devotados a essas vertentes do conhecimento humano entenderão o real significado do presente relato, que para os profanos haverá de ter uma conotação meramente literária, ficando o simbolismo velado, como deve ser. Dito isto retorno ao relato do meu amigo, o negociante colecionador de militaria:

 

- Bem, fui para casa e já me havia esquecido da adaga quando um conhecido meu me ligou para dizer que havia visto - e comprado - na feira de antiguidades da Praça XV uma faca muito especial, antiga e rara, autêntica e conseqüentemente muito valiosa, por um preço simplesmente irrisório. Estava exultante esse meu conhecido, um esportista, praticante de trial e motocross. Perguntei-lhe como era essa faca e, ao ouvir dele a descrição, não tive dúvidas! Ele havia comprado a faca de Missa Negra, a mesma que eu tivera nas mãos! Dei-lhe, então, um conselho, pois senti-me na obrigação de avisá-lo sobre os perigos que poderia estar correndo. Eu lhe disse: Olha, isto é uma faca de Missa Negra, um objeto muito perigoso" "Como assim? Que diabos vem a ser isso?" - indagou-me ele, espantado. Eu lhe expliquei, então, que aquela adaga certamente teria sido usada para tirar vidas humanas em rituais mágicos assustadores e sua posse poderia trazer no mínimo um grande azar. Esse meu conhecido caiu na gargalhada e me afirmou que achava isso ridículo. "Não tenho medo dessas coisas. Gostei da faca e vou ficar com ela. Vou, inclusive, usa-la na cinta..." Era muito teimoso esse meu amigo, infelizmente!

 

- Era?! - perguntei espantado ao colecionador. Era por que? O que houve com ele?

 

- Bem, ele morreu. E morreu em circunstâncias simplesmente assustadoras. Primeiro ele foi passar o Carnaval na Bahia, ao que parece com aaquela faca na mala. Como arma de defesa pessoal esse meu conhecido usava um Derringer, sabe, aquela arminha de dois canos superpostos que os jogadores de pôquer do Velho Oeste portavam no bolso do colete. Pois mal havia chegado em Salvador ele levou um tombo em uma rua, o Derringer caiu no chão e disparou e a bala perfurou o bico do sapato dele sem, contudo, feri-lo. Pouco depois, entrando em uma viela para urinar, foi agarrado e surrado por um grupo de pessoas que quase o mataram de tanta pancada, mas nada lhe roubaram, estranhamente! Bem, após uma sucessão de incidentes desse tipo esse meu conhecido retornou ao Rio e foi praticar trilha, com sua moto, para relaxar. E então, a coisa aconteceu: algo que nunca se veio a saber o que poderia ser caiu sobre ele no meio da mata, quebrando-lhe a coluna na altura do pescoço. Ele foi encontrado morto nessa trilha deserta, entre árvores frondosas, caído ao lado da moto. Quanto à faca, não vi referências  a ela no noticiário policial sobre esse lamentável episódio...

 

Prezados leitores, o que acabo de contar aqui é um caso da vida real, não uma peça de ficção. De forma alguma pretendo sugerir que não comprem objetos de uso pessoal antigos, mas eu, no que me toca, prefiro continuar sendo o primeiro dono desse tipo de bem... De qualquer maneira, fiquem atentos, muito atentos, para o caso de alguém lhe oferecer a preços convidativos uma faca como a descrita neste relato...

 

E, aproveitando a oportunidade, gostaria de lembrar que as vibrações pessoais apostas a um objeto somam-se a outras vibrações, estas ritualisticamente impostas, e que isso - essa imposição -  pode acontecer de várias maneiras. Por exemplo: uma arma é usada por um delinqüente (ou por um agente da lei) para ceifar várias vidas humanas, como uma ferramenta - digamos assim... - de "trabalho". Esse objeto adquire desta forma, pela repetição e pelo tipo característico de uso para a consecução do evento "causar a morte" um tipo de personalidade assassina. A partir desse momento - e isso ocorre por efeito cumulativo - um mero objeto, aparentemente inerte, mas possuindo aura, torna-se capaz de "conhecer" o meio ambiente e até de se inter-relacionar com seres inanimados e animados do mundo fenomênico. Se alguém entra na posse de uma coisa assim e  a porta, fecha o triângulo que irá deflagrar algo: a posse, o porte e... o uso. Esse algo (o uso) será poderá ser a utilização do próprio instrumento de matar, como o emprego de um outro, igual, equivalente ou parecido, para provocar o mesmo efeito ...no possuidor da arma vibratoriamente infundida. A propósito: cada homem de bem, cada chefe de família, tem o direito inalienável de possuir uma arma para a sua defesa e a defesa de sua família. Mas é bom saber que não há nada mais sinistro do que portar uma arma, porque o seu simples porte torna o portador propenso a se harmonizar com a consecução de eventos adversos. Contudo, é preciso reconhecer a realidade: místicos e ocultistas adiantados não necessitam de armas físicas para sua defesa pessoal, inclusive porque contam com um escudo natural e, além disso, podem desarmar facilmente um agressor usando procedimentos mágicos. Já os profanos, inseridos no contexto de uma sociedade potencialmente insegura, necessitam cada vez mais de possuir armas para defesa pessoal. A estes, que estão no exercício de um legítimo direito, a única coisa que se pode dizer é que prefiram comprar armas novas e devidamente legalizadas...Este, aliás, é o único meio de que o Estado dispõe para controlar o número de armas existentes em poder de civis; a venda legalizada. Quando a extinção oficial desse comércio ocorre tudo cai na clandestinidade e todos continuam se armando da mesma forma - só que poderão estar adquirindo armas já usadas em crimes por bandidos e por autoridades... incorrendo nas implicações vibratórias descritas neste artigo.

 

Estejamos sempre atentos, para que não se perca a Luz de vista!

 

Svmmvm Sanctissimvs Illvminatvs,

14 de Agosto de 2005 CE

 

Per Novus Ordo Seclorum,

 
Frater Velado, Abade para o Terceiro Mundo
Sacrossanctae Ordo Svmmvm Bonvm
http://svmmvmbonvm.org/  

  

 


NOTA:

  *) O Rev. Illuminatus Frater Vicente Velado, 7Ph.D. (Profeta Jehosu), 69 anos de idade terrestre em 2010CE, é Abade da Ordo Svmmvm Bonvm Para o Terceiro Mundo e Irmão Leigo da Ordem Rosacruz Verdadeira, Eterna e Invisível há 15 anos, Dirigente de Illuminates of Kemet, Fundador e Publisher da Biblioteca Digital OS+B. Foi instruído pela Loja da Grande Fraternidade Branca para construir a Interface Web do Rosacrucianismo na Nova Era. Filósofo, pintor místico, músico e experimentador científico, autor de mais de 350 livros, monografias, ensaios e artigos sobre Metafísica, o Frater Velado, como é conhecido, foi eremita Beneditino durante oito anos, durante os quais se purgou pela ascese, tendo dado continuidade ao ascetismo como yogi da Seita de Kali e praticante/desenvolvedor de Arat Sekhem (Kundalini Yoga Kemetico). Yantra online: http://svmmvmbonvm.org/jehosuyantra.htm Seus estudos Rosacruzes, preparatórios para sua missão na Terra, foram feitos ao longo de mais de três décadas, através do Sistema Antigo de Ensino da Ordem Rosacruz, AMORC, da qual é Membro Vitalício desde 1996 CE, tendo ingressado nessa Ordem R+C em 1977. Um livro digital contendo sua biografia oficial profana e mística, publicado pela Ordo Svmmvm Bonvm, está disponível online e para download na Biblioteca Digital OS+B, em: http://svmmvmbonvm.org/livrariaos+b/  . Seus websites oficiais são o “Prophet Jehosu”: http://svmmvmbonvm.org/jehosu/  e o “Frater Velado - A Missão e a Obra”: http://jehosu.svmmvm.org / As Galerias de Arte do Frater Velado podem ser visitadas através de Digital-Matrix R+C: http://digital-matrix.org/

Visite o Site Oficial dos Iluminados de Kemet, que disponibiliza Monografias Públicas para a Nova Era Mental: http://svmmvmbonvm.org/aum_muh.html

 

 
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